Não sei o que escrever neste espaço reservado para o “quem sou eu”, eu não sei quem sou, da onde vim, ou aonde irei. Tudo que sei, é que ninguém sabe de nada, ninguém viu nada, ninguém, todos, eu sou um nada, eu sou um ninguém. Na verdade eu sou pior que um ninguém, eu sou a Leticia.
Há muito, muito tempo atrás, eu vim de uma galáxia distante e num obstante desconhecida. Onde eu era somente eu, e o que eu tinha era somente meu. Eu não tinha um coração, mas no lugar dele, havia um chip, onde eu podia monitorar e dizer o certo e o errado, e tudo o que eu quisesse apagar de lá, era simples, apenas apertava a tecla ‘delete’, eu tentava sentir algo, algo bom, algo ruim. Eu já tentei amar, mas foi em vão.
Eu já tentei chorar de verdade, mas apenas lágrimas escorriam de meus olhos lavando-os. Nada mais. Pois, eu não tinha um coração.
Quando conheci o planeta terra, o planeta água, o planeta humano, o planeta guerra, o planeta dor, eu ganhei um coração, um coração muito mole, carente e solitário. Eu me apeguei tanto a ele, e ele pareceu não dá valor a isso, acho que ele não gostou de mim, acho que ele me odiou, acho que ele me odeia.
Meu coração, se apaixonou por um outro coração, que sinceramente, não era um bom coração. Ele bebia, beijava outros corações na frente do meu, saía sem hora pra voltar, e se voltava, ele fazia coisas ruins, falava coisas ruins, mas meu pobre coração o amava mesmo assim, mesmo depois de tanto sofrimento e dor. Sim ele o amava.
O tempo passou como tinha de ser, e meu coração ingrato e infiel a mim, deixou de amar, e aquele coração que eu tinha ganhado de presente, novamente virou um chip, um chip vazio, um chip totalmente vazio, sozinho, um chip, somente mais um chip.
Com aquele coração antigo e morto, morreu também os sonhos. Sonhos de uma vida inteira, sonhos de uma meia vida, sonhos de uma vida, morto.
Sonhos que acendiam estrelas, e faziam elas brilharem e chamuscarem dentro de mim, eram sonhos infantis, sonhos ingênuos. Eles não querem voltar.
E para terminar esse texto não muito interessante e muito pouco bem escrito, eu lhes digo uma coisa, não deixe que seu coração se torne um chip, não deixem.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
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