Querido Senhor Presidente,
Poderia eu, fazer-lhe um pedido? Não peço dinheiro, não peço autorização para projeto algum, não peço agasalho e nem bolsa escolar. Quero pedir-lhe que aceite o meu convite. Por um só instante esqueça que o senhor, é o Senhor Presidente, e aceite o meu convite de passearmos pelas ruas de São Paulo, onde certamente o senhor verá imagens desagradáveis, fatos, historias, vidas, realidade fria e cruel.
Me responda, como o senhor consegue dormir tranqüilo todas as noites? Sabendo que crianças passam fome, frio, sem cuidados, sem a camiseta do seu time favorito, sem amigos, sem uniforme da escola, sem escola.
Não me entenda de maneira errada, de forma alguma Senhor Presidente. Sei reconhecer seus valores, o que o senhor já fez de bom para alguns de nós, sei que o senhor é bastante patriótico, e tampouco o julgo pelos seus erros, falhas e descuidos.
Sim, é verdade que o Brasil é uma responsabilidade imensa, talvez em seu lugar faria o mesmo, mas só talvez. Mas também é verdade que o senhor não está sozinho nisto, existem deputados, senadores, governadores e etc., que servem justamente para isso. Não se esqueça que o senhor ainda tem a mim. Não é grande coisa, mas são as coisas pequenas juntas que formam a força maior, e se o senhor puder me compreender, aí já seremos dois.
Eu não me importo se não ganhar a guerra, não me importo se me humilharem por perder, pois eu me gabo por ser uma entre poucos a tentar vencer. No jogo da vida, pouco me vale o camarote, eu quero jogar.
Pouco entendo de política, nem ao menos posso exercer meu papel como cidadã indo as urnas, devido a minha idade, porém eu existo, e agora eu não falo por mim, eu falo por todos os cidadãos brasileiros: “Eu não posso assistir o meu país se afundando, de braços cruzados.”
quinta-feira, 25 de junho de 2009
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